Diplocaulo, cujo nome significa “Haste Dupla”, é uma criaturinha adorável com uma cabeça única em formato de bumerangue! Esse anfíbio, com cerca de um metro de comprimento, foi descrito por E. D. Cope em 1877, durante o primeiro ano da famosa “Guerra dos Ossos” entre Cope e seu colega O. C. Marsh. Hoje em dia, o pequeno Diplocaulo é objeto de sua própria nova “guerra”: alguns pesquisadores especulam que seus chifres possuíam dobras de pele que se estendiam até o pescoço, conferindo-lhe uma silhueta ainda mais larga e peculiar. No entanto, a maioria das representações retrata o Diplocaulo sem esse tecido conjuntivo, pois nenhuma evidência concreta de sua existência foi encontrada. Diversas hipóteses sobre a função de sua cabeça em forma de bumerangue foram propostas por paleontólogos desde sua descoberta. Um estudo sugeriu que esse formato incomum gerava sustentação, ajudando-o a subir e descer na água. O Diplocaulo habitava caminhos d’água da América do Norte e da África desde o Carbonífero Superior até o Período Permiano. Totalmente aquático, sua dieta provavelmente era constituída de pequenos peixes. Evidências indicam que, durante as temporadas secas, o Diplocaulo provavelmente entrava em estivação (um processo semelhante à hibernação, que ocorre no verão). Independentemente disso, sabe-se que esses animais escavavam tocas para se abrigar, como demonstrado por uma toca fossilizada contendo oito diplocaulos enrolados entre si! Em uma demonstração da brutalidade da natureza, essa toca foi invadida por um famoso carnívoro do Permiano, o Dimetrodonte, que matou e parcialmente devorou três juvenis.